sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Radares escondidos: Mentira descarada!

Essa semana me chamou muito a atenção uma foto postada no facebook que mostrava supostos radares escondidos atrás de placas de trânsito e que seria em Curitiba, mais exatamente na Av. Com. Franco (av. das torres), no bairro Uberaba. Interessante que em uma rápida avaliação já é possível notar uma grande diferença entre as luminárias que aparecem na foto e as que existem na Av. Com Franco. Levando isso em consideração, fiz uma pesquisa na internet e descobri que a foto seria da Av. Bezerra de Menezes, em Fortaleza - CE.
Sem querer discutir se realmente se trata de radares (que mais parecem câmeras de monitoramento, e que estão sendo instaladas aqui em Curitiba para o SIM - Sistema Integrado de Monitoramento), penso que quem fez essa postagem não se preocupou em averiguar a veracidade dos fatos e causou um sensacionalismo, pois temos muitos "fãs da velocidade" que não gostam de serem fiscalizados e preferem imprimir livremente a velocidade que quiserem na via, sem se preocupar com os riscos que causam aos demais usuários, principalmente aos pedestres. "Atirar pedras" nos órgãos fiscalizadores é um dos esportes nacionais preferidos e os políticos sabem muito bem disso, então, criam essas postagens para atacar seus adversários que estão no governo. Não faz um mês que a nova gestão assumiu a prefeitura de Curitiba, e já recebe ataques daqueles que perderam as últimas eleições. E são ataques covardes e mentirosos. Não sou advogado de ninguém, mas esse tipo de coisa me irrita! Se quer atacar, faça de modo honesto e com argumentos verídicos. E, pior, sem usar imagens alheias e distorcer os fatos...

A foto publicada no facebook:

A foto original, extraída do site: charlessomce.blogspot.com.br


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cenas de Curitiba: Aconteceu na Sete de Setembro

Fiscalizando as vagas de estacionamento na Av. Sete de Setembro, me deparei com um veículo estacionado na vaga de 15 min. sem o pisca-alerta ligado. Olhei em volta, verifiquei a farmácia do outro lado da rua, aguardei uns minutinhos, mas como ninguém apareceu, não teve jeito, tive que pegar o bloco e emitir o Auto, não sem antes dar mais uma olhada ao redor. Autuar por falta do pisca-alerta é um pouco "dolorido", pois sabemos que todos estamos sujeitos a um esquecimento, porém, se constatada a infração, não tem jeito...
Quando acabei de preencher o Auto, ouço:
_ Moço! Moço! É meu, não multa, por favor!
_ Lamento moça, o Auto já foi lavrado.
_ Puxa vida! Eu fui atender um paciente, estava nervosa e esqueci do pisca-alerta...por favor, não faz isso.
_ Não tenho como lhe ajudar, até aguardei uns minutinhos, mas ninguém apareceu. Agora, só resta o recurso...
Ela começou a chorar:
_ Foi só uns minutos! Puxa, vocês não deixam nem a gente trabalhar...
Nisso passou um senhor e com um olhar reprovativo, disse:
_ É rapaz, um dia sua hora vai chegar e você vai ter que prestar contas do mal que fez...
_ Minha consciência está tranquilha, senhor, não fiz mais que meu trabalho...
Mas confesso que na hora senti um nó na garganta, porém continuei meu trajeto. Não andei dez metros e um rapaz que vende cartões veio falar comigo:
_ Eu falei pra aquela bobona que você estava vindo, mas ela tava a um tempão no maior papo com a balconista da farmácia; nem deu bola...bem feito pra ela!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Estado deve ser Laico

É incrível que esse monge ignorante disse e pregou. 
Deu cartas seladas, que declaravam que até os pecados
que um homem tencionava cometer seriam perdoados. 
O papa, dizia ele, tem mais poder do que todos os Apóstolos,
todos os anjos e santos, mais até que a própria Virgem Maria;
pois estes eram todos subordinados a Cristo, mas o papa era 
igual a Cristo.” (Myconius, frade franciscano, Alemanha, 1517).
Nas últimas eleições vimos uma corrida religiosa pelo poder. Alguns candidatos usaram sua crença para angariar votos, sabendo que as comunidades religiosas são unidas e cooperantes. Mas, será que está certo usar uma escolha pessoal para promover a subida ao poder? Será que a intenção é só ajudar os "irmãos" de fé? E Jesus, aprovaria isso? Essa busca pelo poder me faz pensar se Cristo teria atendido os anseios daqueles que queriam ver o fim do domínio de Roma sobre a palestina. Com seu prestígio e influência, com certeza teria liderado um exército muito grande, e somado aos zelotes, criaria grandes problemas para César. Mas ele não estava lá para começar uma "guerra santa", com grande derramamento de sangue. Cristo teria declarado que seu Reino não era desse mundo, e isso criou grande desconforto entre os revolucionários. Também não se opôs ao pagamento dos tributos, que tanto oprimia o seu povo. Será que Cristo era indiferente aos problemas sociais e políticos da época? Creio que não, mas sabia que não deveria interferir em algo que pertence a essa "nossa realidade". Sua missão era espiritual, e só interferiu naquilo que seria essencial à anunciação da sua mensagem. Se desse o poder aos zelotes, estaria simplesmente colaborando para a criação de um regime totalitário, baseado em uma doutrina religiosa. Vemos que no decorrer na história, essa concentração de poder nas mãos de grupos religiosos era muito comum, descadeando disputas de poder baseadas na fé daqueles que acreditavam, no fundo de seus corações, que estavam fazendo a "vontade de Deus", mas serviam como massa de manobra para uns poucos inescrupulosos. Hoje isso continua a acontecer, a busca desenfreada do poder, usando a fé do povo como trampolim político. Mas isso não quer dizer que um homem público deva negar sua fé, mas sim mantê-la na sua vida pessoal, como fortalecimento interno, e não como chamariz de votos para sua campanha eleitoral. Se for eleito, sofrerá pressões por parte de comunidades religiosas, que exigirão uma postura favorável a certos costumes, e que podem infringir os direitos de outros grupos, que também são cidadãos cumpridores de seus deveres cívicos. A constituição nos assegura a liberdade religiosa, mas devemos ter a consciência de que nossas crenças não devem ferir os direitos do próximo. O Estado já favorece demais as instituições religiosas, herança do tempo que se fundia com a igreja e um estava à mercê dos caprichos do outro. Durante séculos o estado sofreu a influência papal, e hoje estamos sujeitos a ter governantes obedecendo a bispos e pastores. Por isso digo que votar deve ser um ato cívico, sem influências de doutrinas religiosas, que podem estar mascarando interesses pessoais de um determinado candidato ou grupo político. Devemos procurar manter a democracia e não deixar que se instale uma teocracia, ditando a vida das pessoas e impondo costumes religiosos, como acontecia na Idade Média, porém hoje sob a forma de siglas partidárias, mas com o velho discurso de estarem protegendo a família e os bons costumes.