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| Fonte: http://genuflexo.blogspot.com.br/2012/02/arte-de-pegar-um-onibus.html |
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Ônibus? Tô fora...
Faz quatro meses que vendi minha moto e tive que voltar para o martírio diário do transporte coletivo. Quem utiliza esse tipo de transporte no dia-a-dia conhece bem os problemas enfrentados e a maioria espera ansiosa pelo dia de se livrar da sua dependência. Alguns dirão que não é tão ruim assim, que temos em Curitiba um dos melhores transportes públicos do país e que é preciso colaborar para melhorar o trânsito e tal...Mas, a verdade é que estamos longe de ter algum conforto e segurança, principalmente quem utiliza as linhas metropolitanas, que parecem ser menos fiscalizadas e ficam um pouco abandonadas pelas empresas operadoras. Basta ver o estado de alguns carros, que parecem ter mais de 20 anos de uso, cheiram mal e costumam dar constantes problemas, causando atrasos nos horários e deixando os usuários "na mão". Além disso, muitos motoristas devem pensar que passageiro é refém do sistema (e deve ser mesmo), pois não tem o mínimo de educação e cuidado na forma de conduzir o veículo, arrancando e freando bruscamente, sem falar na forma perigosa como provocam os condutores de outros veículos que transitam pela via. Junto com o desconforto de ser tratado como gado, ainda tem a falta de confiabilidade dos horários, que sofrem com constantes atrasos e até mesmo ausência de carros em determinados horários, oque faz o passageiro ficar plantado no ponto sem saber se seu ônibus está apenas atrasado ou se não virá. Já aconteceu diversas vezes comigo, e o pior é que algumas vezes deixamos de usar outra linha e depois temos a surpresa desagradável de constatar que realmente ele não passará. Se fosse só chegar atrasado ou ter que caminhar uns quarteirões a mais, sem problema! Mas fica-se no ponto, às vezes só, à noite e correndo risco de assaltos, que são constantes, tanto dentro como fora dos ônibus...
Com todos esses problemas, fica difícil convencer alguém a deixar o conforto do carro para virar sofredor dentro das "latas de sardinha" que têm a pretensão de nos transportar e ainda receber elogios do trabalhador que passou um dia de cão e ainda tem que encarar mais uma aventura para chegar no conforto de seu lar. O carro adianta um pouco esse conforto, mesmo que custe mais carro e demore mais para chegar (será?). Arrisco até a dizer que em trajetos curtos, com menos de 10 quilômetros, eles se equivalem, pois qualquer carro moderno faz perto de 10 km/l e a passagem custa quase o mesmo que um litro de gasolina. Se tiver onde estacionar, pra quê sofrer? Ou, então, opta-se pelas motos, que são de longe a melhor alternativa, tanto na economia como na agilidade, perdendo só em conforto e segurança (relativo, também). Esse é meu caso, que espero estar solucionado muito em breve, com a compra de outra moto, para fazer o trajeto casa-trabalho-casa e pequenos deslocamentos urbanos. Se houvesse uma infra-estrutura melhor, preços menores e mais segurança, poderia até escolher a bicicleta elétrica, que supriria minhas necessidades com total economia e praticidade, mas ainda é um sonho distante, pois não tenho coragem de investir o valor de uma moto em um veículo que sofre com a falta de respeito dos demais condutores e que pode ser furtada com certa facilidade. Por mais que seja um amante do pedal, ainda não me sinto seguro para usar a bike como meio de transporte. Espero que esse quadro mude com o tempo e trabalho dos nossos governantes, cada vez mais pressionados a tomar uma atitude que mude essa carrocracia que existe hoje, onde quem tem carro é rei, e a plebe que se vire nas "masmorras coletivas" que circulam com dificuldade no mar de veículos comprados com IPI reduzido e financiamento em trôcentas vezes sem juros...
sexta-feira, 29 de março de 2013
Sobre carros e sapatos
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| Foto: http://flaviogomes.warmup.com.br/tag/laika/ |
quinta-feira, 7 de março de 2013
Orientação X Autuação - 2
Recentemente, uma declaração do secretário de trânsito de Curitiba reacendeu as discussões sobre as atribuições dos agentes da Setran, que devem orientar e fiscalizar o trânsito da capital. Já havia comentado em outra postagem sobre os impedimentos físicos da orientação no caso de uma infração já cometida, devido à impossibilidade de comunicação entre o agente e o condutor. Agora, pretendo explanar rapidamente os impedimentos legais de APENAS orientar e não autuar o condutor infrator.
O antigo código de trânsito previa uma "advertência verbal" para o condutor infrator, quando o agente de trânsito julgasse "involuntária e sem gravidade" certos tipos de infração e, talvez daí que veio a ideia errônea de que o agente pode fazer o papel de juiz, julgando no momento se é conveniente ou não autuar o infrator. Com a entrada em vigor do novo código de trânsito, não existe mais, legalmente, essa possibilidade, sendo a lavratura do Auto de Infração um ato vinculado, que deve ser realizado, de ofício, pelo agente da autoridade de trânsito. Veja bem: o agente de trânsito é um agente público e nessa condição deve agir em virtude da lei, sendo passível de punição prevista em lei quando não realiza seu trabalho, ou o faz de maneira incorreta. Se o CTB define, no art. 280, que a lavratura se dá na constatação da infração, concluímos que não cabe ao agente "optar" por ela, sendo esta obrigatória. Contudo, assim como no antigo código, o novo também prevê a advertência por escrito e, esta sim, sendo uma discricionariedade da autoridade de trânsito, que pode aplicá-la em substituição à multa pecuniária, nos casos previstos no art. 267 do CTB. Ao agente de trânsito, cabe apenas julgar se o ato cometido pelo condutor seria ou não uma infração de trânsito e, preenchidos os requisitos, lavrar o auto. Então, a orientação só é possível como um meio de se prevenir o cometimento da infração como, por exemplo, uma recomendação para que se coloque o cinto ou desligue o celular antes de pôr o veículo em marcha.
Pode parecer um tanto antipático e radical demais essa postura exigida do agente de trânsito, que pode até mesmo ser julgado como "desprovido de bom senso". Porém, o cumprimento da lei é exigência imposta à todos, até mesmo àqueles que fiscalizam e que, diante de uma acusação de improbidade administrativa, não poderão alegar que o "bom senso" não os permitiu realizar seu trabalho. Trabalho que, tendo em vista o princípio da supremacia do interesse público, é de vital importância que seja realizado com total imparcialidade e impessoalidade pelo agente de trânsito.
Se você gostou desse texto, leia também: Multar ou não multar: eis a questão.
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| Fonte: http://blogdowalterlima.blogspot.com.br/p/seus-direitos.html |
Pode parecer um tanto antipático e radical demais essa postura exigida do agente de trânsito, que pode até mesmo ser julgado como "desprovido de bom senso". Porém, o cumprimento da lei é exigência imposta à todos, até mesmo àqueles que fiscalizam e que, diante de uma acusação de improbidade administrativa, não poderão alegar que o "bom senso" não os permitiu realizar seu trabalho. Trabalho que, tendo em vista o princípio da supremacia do interesse público, é de vital importância que seja realizado com total imparcialidade e impessoalidade pelo agente de trânsito.
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